|
Os consumidores que firmaram contratos de LEASING e tiveram
seus veículos, máquinas ou qualquer outro
bem apreendido ou mesmo devolvidos aos bancos têm
o direito de receber de volta uma parte do que pagaram.
O LEASING é um contrato misto, onde prevalece a locação,
sendo que o consumidor paga, juntamente com sua prestação
(aluguel), um valor chamado VRG - Valor Residual Garantido.
Este valor tem por objetivo o exercício da opção
de compra do veículo ao final do contrato.
Partindo desta premissa, milhares de consumidores que tiveram
o veículo arrendado apreendido judicialmente ou devolvido
amigavelmente estão sendo lesados pelos bancos, pois,
além de não permanecerem mais na posse do
veículo ou máquina, os bancos não devolvem
os valores relativos ao VRG, já que em não
optando pela compra do bem o consumidor tem direito a essa
restituição.
Pior ainda, esses consumidores, muitas vezes, são
cobrados por um suposto saldo remanescente referente a diferença
da venda do bem em leilão, sendo ameaçados
com a possibilidade de serem processados caso não
paguem este saldo devedor, mas tal exigência é
ilegal, já que diante do caráter predominante
de locação do LEASING as parcelas vencidas
após a apreensão do bem arrendado são
inexigíveis!
A Secretaria de Direito Econômico, vinculada ao Ministério
da Justiça, editou a Portaria nº 3 de 1999,
determinando que os contratos que não prevejam a
devolução do VRG ao arrendatário quando
este não exercite a opção de compra
do bem arredondado SÃO NULOS DE PLENO DIREITO.
Esta é mais uma razão para que os consumidores
que foram lesados pelos bancos procurem seus direitos e
exijam de volta os valores que pagaram à título
de residual.
Além do mais, rotineiramente os consumidores têm
seus nomes lançados nos órgãos de restrição
ao crédio visando com isso uma coação
psicológica para força-los ao pagamento de
um suposto débito, reitere-se, inexistente!
EM RESUMO
Se o consumidor perdeu seu veículo ou qualquer outro
bem a favor dos bancos no contrato de LEASING, deverá
sim ser ressarcido de parte do que pagou, isto é
um direito líquido e certo.
|